IMPORTÂNCIA DO LEITE CRÚ

Quando se trata de fazer comparação entre o leite crú e o leite pasteurizado, são duas substâncias completamente diferentes. O leite crú é um alimento vivo, cheio de enzimas que aumentam a digestão. O leite pasteurizado, por outro lado, é um alimento morto que é altamente alergênico e difícil de tolerar.

O leite pasteurizado é aquecido à 77 graus Celsius e o leite ultra-pasteurizado é aquecido à 138 graus Celsius. Isto prolonga a vida de prateleira do leite à custa de destruir as qualidades nutritivas fornecidas pelo leite. Não há enzimas vivas deixadas no leite pasteurizado … é um alimento morto. Como resultado, o sistema digestivo terá que  fornecer todas as enzimas necessárias para digerí-lo. Muitas vezes, se a dieta consiste de todos os alimentos cozidos, as poucas enzimas armazenadas do corpo estarão logo esgotadas e a digestão fica prejudicada. A prática de homogenização mutila ainda mais a integridade química do leite. Os glóbulos de gordura são pressurizados de modo que eles se tornem suficientemente pequenos para estarem em suspensão em todo o leite, sem separar em creme. Isso faz a gordura e o colesterol mais susceptíveis à ranço além de destruir toda a estrutura coloidal do leite.

Ainda piores opções são os leites com reduções de gordura, baixo teor de gordura e leite desnatado. O corpo necessita da gordura da manteiga removida para poder absorver as vitaminas lipossolúveis A, D, E e K no leite. Estas vitaminas são ainda mais indisponíveis para o corpo no leite com baixo teor de gordura / desnatado. leites desnatados muitas vezes contêm leite em pó sêco e aditivos para compensar a perda de sabor e textura. O leite crú contém muito mais vitaminas biodisponíveis do que o pasteurizado.

As vitaminas do leite crú são completamente intactas e biodisponíveis. Se as vacas são de pastagens (comem capim), o leite contém significativamente maior quantidade de vitamina K2, a qual é extremamente benéfica. Esta vitamina foi estudada pelo Dr. Weston A. Price, que compreendia suas poderosas propriedades de aumento da saúde e chamou inicialmente a vitamina K de “Activator X”. Durante a pasteurização, mais de 50% da vitamina C é perdida. Os cofactores principais, enzimas e proteínas que contribuem para a absorção de folato, B12, B6, ferro são também destruídos com a pasteurização. Além disso, uma outra proteína destruída pela pasteurização é a beta lactoglobulina, que desempenha um papel importante na absorção de vitamina A.
A pasteurização e homogeneização faz o leite alergênico e de difícil digestão. Em particular, a pasteurização destrói a enzima lactase. A lactase é uma enzima que catalisa a hidrólise da lactose em glicose e galactose.
Faz parte da secreção intestinal de mamíferos jovens e é essencial para a digestão do leite. A incapacidade de digerir a lactose (por falta da enzima lactase) pode ser facilmente suspeitada em adultos ou adolescentes que desenvolvem sintomas gastrointestinais após a ingestão de leite. Pode ser confirmado pela pesquisa de acidez ou substâncias redutoras nas fezes após ingestão do leite e pela ausência de sintomas após a ingestão de leite isento de lactose.
O teste laboratorial utilizado na prática clínica para o diagnóstico de intolerância à lactose é o teste de tolerância à lactose que consiste em monitorar a glicose sanguínea após uma dose oral de lactose.

QUEIJOS

Especialmente feitos à partir do leite de animais de pasto verde, é uma excelente fonte de vários nutrientes importantes.

Um dos nutrientes mais valiosos do queijo crú é a vitamina K2, que os mais recentes estudos científicos indicam como sendo muito mais importante do que se pensava para o coração, cérebro e ossos. Queijo também oferece uma infinidade de vitaminas, sais minerais (incluindo cálcio), proteínas e gorduras.

Mesmo se você é intolerante à lactose, existem muitos queijos que você provavelmente possa tolerar muito bem. A maior parte da lactose é removida durante o processo de fabricação de queijos. Combinar certos tipos de queijo com outros alimentos pode mmuito ajudar a absorção de nutrientes importantes.

Este artigo tem como objetivo separar o fato do mito e dar orientações sobre como você pode incorporar seus queijos favoritos em sua dieta diária, com alegria e gratidão em vez de culpa.

Será que queijo vai entupir suas artérias ?…

Embora ninguém saiba ao certo quando ou onde começou a fabricação de queijos, queijo tem sido um produto conhecido há milhares de anos. Queijo remonta à domesticação de animais produtores de leite, entre 8.000 e 10.000 anos atrás. A história do queijo remonta ao Império Romano, no Oriente Médio, no Tibete, na Mongólia, na dinastia Ming e também na Europa.

Apesar da sua rica história e ter muitos adeptos entusiasmados aos seus exóticos sabores, o queijo é muito criticado na América devido ao mito de gorduras (colesterol) saturadas.

Será que comer queijo pode levar a obesidade e as doenças cardíacas? Absolutamente não! Este mito infeliz decorre de uma hipótese desatualizada e monstruosa, perpetuada por décadas por um marketing que ainda tem feito sucesso.

Numerosos estudos recentes confirmaram que a gordura saturada não está associada à obesidade ou doenças cardiovasculares mas sim associada à uma melhor saúde do coração. Na verdade, os gregos, franceses e alemães comem muito mais queijo do que os americanos e desfrutam de taxas mais baixas de hipertensão e obesidade.

Pesquisas consideram que um dos principais fatores de obesidade é o consumo excessivo de açúcar, grãos refinados e alimentos processados numa dieta americana padrão, agravada por um estilo de vida sedentário. Perante estes fatos, muitos especialistas em nutrição acreditam que a maioria das pessoas precisam de 50 à 70 por cento de gorduras saudáveis em sua dieta para terem a saúde ótima. O queijo é uma saborosa maneira de ajudá-lo a responder a esta exigência.

O queijo detém uma grande  riqueza nutricional, incluindo:

  • Proteínas de alta qualidade e aminoácidos
  • Alta qualidade de gorduras saturadas e gorduras omega-3
  • As vitaminas e minerais, incluindo zinco, cálcio, fósforo, vitaminas A, D, B2 (riboflavina) e B12
  • A vitamina K2
  • ALC ou CLA (ácido linoléico conjugado), anti-cancerígeno e impulsionador poderoso do metabolismo

QUEIJO NATURAL VERSUS QUEIJO FALSO

Há uma diferença entre o queijo natural e os processados alimentos de queijo.

Queijo natural é um produto lácteo fermentado simples, feito com nada mais do que alguns ingredientes básicos – leite, fermento, sal e uma enzima chamada coalho. O sal é um ingrediente crucial para o sabor, amadurecimento e preservação. O queijo processado é feito com queijo regular, mas com a adição de um ou mais dos seguintes ingredientes : soro de leite , emulsionantes , leite , sais , conservantes e corante alimentar .

Os métodos de cultura e de fabrico do queijo são o que dão a qualidade individual de cada variedade e seu particular sabor, textura, forma e perfil nutricional. Os seguintes fatores diferenciam entre uma variedade de queijo e outra:

  • Cultura-mãe específica, que é a bactéria ou cepas fúngicas que vão amadurer o queijo
  • Tipo de leite utilizado (vaca, ovelha, cabra, etc.) e as condições em que os animais foram criados
  • Formas de coagular, corte, cozimento e formação da coagulação
  • Condições de maturação como temperatura, umidade e tempo de envelhecimento (cura).

 

O queijo fundido ou “alimento de queijo” é uma história diferente. Estes produtos são tipicamente pasteurizados e de forma adulterada com uma variedade de aditivos que diminuem mais ainda o seu valor nutricional. O rótulo incluirá sempre as palavras “processo de pasteurização”. Certas marcas podem apresentar aditivos, como fosfato de sódio, citronato de sódio e vários agentes corantes. Outra dica é que a maioria deles não necessita de refrigeração. Estes não são queijos reais. Os reais sempre precisam de refrigeração.

 

Queijos Crús de animais criados em pastos são os melhores

Idealmente, o queijo que você consome deve ser feito a partir do leite de animais alimentados com capim criados em pasto, em vez de animais alimentados com grãos ou alimentados com soja e agrupados em galpões de confinamento. A dieta biologicamente adequada para vacas É A GRAMA, mas 90 por cento dos queijos de um supermercado padrão são feitos a partir do leite de vacas tratadas em campos de concentração, com ração e condições insalubres, portanto sem pastagem. Estes queijos são nutricionalmente inferiores aos de animais do pasto.

Quanto maior for a qualidade do leite maior será a qualidade do queijo.

Não precisa ser um queijeiro para notar que o queijo crú tem um sabor muito mais rico e mais profundo do que o queijo feito de leite pasteurizado, porque o calor do aquecimento destruiu as enzimas e bactérias boas que acrescentam sabor ao queijo. Produtores explicam que o queijo crú tem sabores que derivam da pastagem que alimentou os animais produtores de leite. Produtos lácteos de animais alimentados com capim não só apresentam gosto melhor mas eles também são nutricionalmente superiores.

Queijo feito de leite de vacas alimentadas com capim tem omega-6 e omega-3 nas proporções ideais. Em contraste, a presença de omega-6 do leite de animais alimentados com cereais é fortemente excessivo para a dieta Americana padronizada. Os laticínios provenientes de animais alimentados com Grama combatem inflamação em seu corpo, enquanto laticínios provenientes de animais alimentados com grãos, contribuem para que as inflamações aumentem.
Queijos provenientes de animais alimentados com grama contém cerca de cinco vezes mais ácido linoleico conjugado (CLA) do que os provenientes de animais alimentados com grãos. Este ácido ajuda reduzir a gordura e estimula a massa magra.
Porque o queijo crú não é pasteurizado, as enzimas naturais no leite são preservadas, aumentando o seu conteúdo nutricional.
Queijos oriundos de animais alimentados com capim são consideravelmente mais elevados em cálcio, magnésio, beta-caroteno, e vitaminas A, C, D e E.

Queijos orgânicos de animais alimentados com capim são livres de antibióticos e hormônios de crescimento.

A VIGILANCIA SANITÁRIA PROIBE LEITE CRÚ

Durante anos, os regulamentos de vigilância sanitária proibem o leite crú e seus derivados alegando que são de grande risco para a saúde. Ultimamente, eles incomodam até mesmo queijeiros artesanais, uma vez que esta é uma indústria em crescimento rápido em vários países da América.

No entanto, a repressão da vigilância sanitária com queijo crú é baseada em um argumento falho.
De acôrdo com o ‘Grist’ (Jornal Americano do meio ambiente), entre 1973 e 1999, não há um único relatório de doença a partir de qualquer queijo crú ou pasteurizado. No entanto, desde o ano de 2000, as doenças começaram a aparecer a partir de queijo pasteurizado e crús igualmente. A maioria dos surtos foram encontrados por resultar de contaminação pelo desleixo no controle de qualidade em ambos os casos. A verdade é que queijo crú não é inerentemente perigoso, mas padrões de limpeza e cuidados devem ser seguidos no processo de ordenha e fabricação.

image


Queijos duros como o cheddar, secam à medida que envelhecem, tornando-os relativamente inóspitos para bactérias invasoras. O ataque da Vigilância Sanitária ao queijo crú não é baseado em fatos, mas simplesmente uma extensão da sua hostilidade de longa data para com leite crú em geral. Veja bem a incoerência sem explicações. Em São Paulo, Rio e no restante do Brasil, queijos franceses e italianos feitos com leite crú, podem ser vendidos e consumidos à vontade, sem nenhuma proibição. O leite do queijo francês e do italiano é tão crú quanto o usado no leite do queijo Mineiro por exemplo. Como explicar esta situação, que chega até ser cômica de tão contraditória?

TEOR DE SAL

Outra preocupação recente é que o queijo contém níveis excessivamente elevados de sal. É verdade que a comida americana possa até talvez ser a mais salgada do mundo. Mas quanto é o queijo responsável pelo excesso de sódio nesta dieta?

O queijo parece ser de menor importância quando consideramos a quantidade de sal em alimentos processados, e quanto desses são bem mais consumidos do que o queijo? Tenha em mente que a sua ingestão de sódio deve ser inferior a cerca de 2.300 mg por dia, que é de aproximadamente meia colher de café.

Cerca de 90 por cento do sal na dieta americana padrão vem de alimentos embalados e alimentos de restaurantes. Apenas cerca de 11 por cento é atribuível ao sal que você adiciona durante o cozimento e na mesa do jantar. A ingestão de sódio é ainda menor se você usa em sua comida o sal marinho natural ou integral, em vez de sal processado. Parece óbvio, que em um  pedaço de queijo relativamente pequeno, o sódio não representa um grande problema.

A VITAMINA K2, VITAMINA D3 e  o CÁLCIO

A vitamina K2, o cálcio e a vitamina D3 – O melhor trio nutricional! Queijo contém uma mistura sinérgica de nutrientes que o tornam uma verdadeira potência nutricional. Quando consumidos juntos, vitaminas K2 e D3 e cálcio são especialmente poderosos para proteger os seus ossos, cérebro e coração. O queijo contém todos os três!. A vitamina K2, segundo a Dra. Kate Rheaume-Bleue pesquisadora desta vitamina, ela desempenha um papel crítico na proteção de seu coração, cérebro e ossos, bem como dando-lhe alguma proteção inclusive contra o cancer. A vitamina K2 não só ajuda a direcionar o cálcio para as áreas apropriadas do seu corpo como (ossos e dentes), como também impede que ele seja depositado em áreas onde não deveria, como suas artérias e tecidos moles.

Então, tomar suplementos de cálcio sem adição conjunta da vitamina K2 adequada pode configurar em uma calcificação arterial e até problemas cardiovasculares.

Uma questão relevante em queijos é que eles são produzidos por diversas estirpes de bactérias, e sendo assim diferem no seu teor de vitamina K2 totais, bem como os  subtipos K2. Os queijos contêm principalmente subtipos MK-4, MK-8, MK-9 em proporções diversas. MK-4 é a forma que dura menos tempo em seu organismo, (mas é a forma mais abundante no queijo), por isso é aconselhável comer mais do queijo para o seu corpo se beneficiar deste subtipo MK4.
Já os subtipos MK-7, MK-8 e MK-9 conseguem permancer activos no seu corpo por mais tempo.
O subtimo MK-7 da vitamina K2 está presente na pasta de soja de origem japoneza chamada ‘Natto’ em uma maior porcentagem.
De acordo com um estudo holandês de 2009, os subtipos MK4, MK-7, MK-8 e MK-9 estão comprovadamente associados à redução de calcificação vascular, mesmo sendo em pequenas doses ingeridos (1 a 2 mcg por dia).
A Dra. Rheaume-Bleue, identificou que os queijos mais elevados em K2 são Gouda, Brie e  Edam. Eles contêm cerca de 75 mcg por cada 30 gramas.
Queijos duros são cerca de 30 por cento mais ricos em vitamina K2 do que os de textura mole.
Ao examinar as tabelas nutricionais de queijos observamos que aqueles que possuem mais elevado teor em vitamina K2 também tendem a ser os de mais elevado teor em proteínas e cálcio – de modo que estes configuram como sendo os mais nutritivos.
Para resumir, se você for selecionar queijo tendo como o seu principal objetivo obter uma boa fonte de vitamina K2, os melhores são:
Gouda, Brie e Edam.
Outros queijos com menor teor, porém de significativos níveis de K2, são queijo cheddar, Colby, queijo de cabra duro, suíços, e Gruyere.

Sua melhor opção sempre será o queijo feito de leite de vacas criadas em pastagem pelo conteúdo rico em enzimas, gorduras e proteínas. Queijos de ovinos e caprinos sempre serão igualmente melhores se forem tratados em pastos verdes, ao contrário de confinamentos onde são tratados com ração à base de grãos de soja, milho,etc. atentando ainda para a questão de que os grãos atualmente vêm passando por  modificações genéticas e ninguém sabe ainda quais serão os reflexos destas mutações.

                          λ λ λ     FIM     λ λ λ

Matéria selecionada, compilada e traduzida por Rama Shakti

Doenças auto-imunes relacionadas com a Sindrome do Intestino irritável

Fonte- Livros:
-Vitamin K2 and the Calcium Paradox: How a Little-Known Vitamin Could Save Your Life autora Kate Rheaume-Bleue
-It Starts With Food: Discover the Whole30 and Change Your Life in Unexpected WaysJul autor Dallas Hartwig and Melissa Hartwig
-Milk Proteins: From Expression to Food (Food Science and Technology) autor Mike Boland and Harjinder Singh

Dr. Lair Ribeiro: Harvard Proibiu o leite! Saiba porque. https://youtu.be/uSfj72_fRSk

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s