VITAMINA K2 e AÇÃO ANTICANCÊR

VITAMINA K 2 –(COMPLEXO  K  e sua ação anticancerígena)

 Desde há muito  associada apenas com a coagulação do sangue, a vitamina K é agora conhecida por ter efeitos sobre os tecidos em todo o corpo, incluindo a maioria das etapas que levam ao câncer. Descobertas recentes sobre a vitamina K ilustram este progresso.

Uma sólida base de ciência de laboratório é complementada por evidências clínicas convincentes de que a vitamina K pode prevenir e, em certos casos, tratar uma variedade de cânceres comuns e perigosos.

Para a maioria da humanidade existente, os cientistas maculam-se em letal ignorância em relação à necessidade primordial dos seres humanos para complementarem seus níveis de vitamina D3.

Tememos que o mesmo déficit de conhecimento existe hoje em relação à vitamina K2 e seu complexo.

Neste artigo, você vai ficar sabendo das descobertas notáveis sobre a vitamina K e seu perfil anti-câncer rapidamente emergentes. Você aprenderá quais os mecanismos recentemente identificados pelos quais a vitamina K exerce seus efeitos potentes. Você também vai entender por que o interesse está crescendo entre os cientistas e até mesmo alguns médicos célebres sobre o papel da vitamina K no combate ao câncer em estágios múltiplos.

 Vitamina K atua nas células tumorais para a destruição, estimulando o estresse oxidativo – sem toxicidade para tecidos saudáveis.

O estresse persistente muitas vezes leva a lesão celular crônica e, eventualmente, a morte da célula via ‘oncosis’ ( inchaço do núcleo e do citoplasma da célula). Esta é outra maneira de se livrar de células cancerosas além de levá-las a cometer suicídio, que é conhecido como ‘apoptose’. Outro mecanismo único da vitamina K, demonstrado recentemente em cânceres de ducto biliar e leucemia, é ‘autofagia’, em que as células cancerosas essencialmente ‘comem-se’ a si mesmas ao liberarem suas próprias enzimas digestivas internamente. Por ainda um outro mecanismo, a vitamina C e K em combinação contribuem para a morte de células cancerosas por ‘autoschizis’ (separação do núcleo), em que as células simplesmente dividem-se, derramando seu conteúdo. 

Vitamina K2 e Cancêr de Pulmão e Próstata:  

Um estudo na Europa feito pela”European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition”, envolvendo mais de 24.000 participantes acometidos, entre as idades de 35 a 64, todos livraram-se do câncer quando matriculados no estudo. O que foi encontrado neste estudo foi que a vitamina K2, foi associada com um menor risco de contrair câncer. O benefício da ingestão de vitamina K2 foi revelado com uma redução dramática no câncer de pulmão e próstata entre os indivíduos no estudo.  Os cânceres pulmonares são notoriamente agressivos e difíceis de tratar. Em vários tipos diferentes de câncer de pulmão, incluindo células pequenas, células escamosas e adenocarcinomas, a vitamina K induziu a apoptose através da ativação de uma “proteína suicida”.   Os ensaios clínicos de novos agentes quimioterápicos têm sido decepcionantes, mas quando a vitamina K foi adicionada a um fármaco mais recente, o “mesilato de imatinib”, rapidamente suprimiu o crescimento em todas as linhas de células de cancro do pulmão testadas. A vitamina K exibiu efeitos sinérgicos semelhantes nos cancros da bexiga e do fígado também. Um mecanismo único da atividade da vitamina K é o chamado de “oncose”, uma forma de morte celular isquêmica ativada por estresse, à qual as células tumorais são particularmente suscetíveis. 

Linfoma de Hodgkin:

Na Clínica Mayo, em Minnesota, os pesquisadores descobriram que as pessoas que têm maior ingestão de vitamina K têm um menor risco de desenvolver linfoma de Hodgkin. Neste estudo, a vitamina K1 (encontrada principalmente em folhas verdes) mostrou um valor preventivo na redução do risco do câncer. Aqueles que tiveram os mais altos níveis de vitamina K1 na dieta e / ou suplementos tiveram um risco 45% menor para desenvolver esta forma de linfoma. Além disso, pesquisadores no Japão descobriram que a vitamina K2 pode desempenhar um papel na prevenção do câncer de fígado causado por cirrose viral. 

Vitamina K: uma nova fronteira na prevenção do Câncer de Fígado:

A vitamina K2 (menaquinona) demonstrou suprimir com segurança o crescimento e a invasão do carcinoma hepatocelular humano, uma forma comum e mortal de câncer de fígado. Ela exerce múltiplos efeitos nesses tumores, modificando os fatores de crescimento e suas moléculas receptoras de uma forma que torna-os menos capazes de estimular o crescimento e a progressão do tumor. Congelar o ciclo celular, bloqueando a replicação.

Os estudos em laboratório demonstram enorme potencial para a vitamina K em muitos outros tipos de câncer também. A vitamina K2 induz certos tipos de células de leucemia humana para se diferenciarem ou se transformarem em glóbulos brancos normais. Nas células de certos tumores cerebrais, no câncer de estômago e nas linhas de câncer colorretal, a vitamina K interrompe o ciclo celular reprodutivo e induz a apoptose.  

A vitamina K também desencadeia uma proteína degradante do DNA que as células cancerosas normalmente suprimem; impedindo assim que as células tumorais se reparem de forma eficaz. Devido à sua alta taxa de crescimento, as células tumorais consomem grandes quantidades de glicose. E porque elas podem rapidamente superar seus suprimentos de sangue, esse alto metabolismo significa que eles consomem  oxigênio rapidamente, tornando-os especialmente vulneráveis ao estresse oxidativo – muito mais do que os tecidos saudáveis ao seu redor. A vitamina K tem como alvo células tumorais a fim de destruí-las, estimulando o estresse oxidativo, sem toxicidade para os tecidos saudáveis. Outro mecanismo único, demonstrado recentemente nos cânceres de ducto biliar e leucemia, é a autofagia, na qual as células cancerígenas essencialmente “comem” a si próprias liberando suas próprias enzimas digestivas internamente.

Por outro mecanismo único, as vitaminas C e K em combinação contribuem para Morte de células cancerosas por ‘autoschizis’, em que as células simplesmente se dividem, derramando seu conteúdo.Finalmente, três dos mecanismos sinérgicos anticancerígenos da vitamina K foram recentemente identificados. A vitamina K3 inibe as enzimas de construção de DNA. As vitaminas K2 e K3 bloqueiam a formação de novos vasos sanguíneos essenciais para suportar o rápido crescimento do tecido tumoral. E a vitamina K3 perturba redes de comunicações intracelulares cruciais compostas por microtúbulos, impedindo que as células proliferem.

Dosagem da Vitamina K2 para o Cancêr de Fígado e da Próstata:

Melhorando as taxas de sobrevivência na quimioterapia-   “A promessa da vitamina K no manejo de uma variedade de tumores sólidos avançados foi estabelecida in vitro e em estudos com animais no japão, com benefícios demonstrados nos cânceres de pulmão quando combinados com quimioterapia tradicional. Outros estudos já demonstraram que doses maciças de vitamina K2, mais de 2,5 gramas por via intravenosa por dia, foram seguras e não causaram nenhuma  toxicidade. Resultados positivos adicionais vieram na forma de dois relatos de casos, também do Japão. No primeiro, uma mulher de 72 anos com leucemia que não obteve nenhuma melhora com a terapia padrão, sofreu remissão completa depois que a vitamina K2 foi adicionada ao seu regime terapêutico. No segundo, um homem de 85 anos com carcinoma hepatocelular após infecção com hepatite C escolheu tomar vitamina K, mas sem quimioterapia.  Seu tumor marcadamente regredido por tomografia computadorizada, e seus marcadores tumorais do sangue ficaram todos normalizados. Um estudo no Uruguai demonstrou que marcadores séricos em um grupo de pacientes com câncer de próstata indicaram destruição de células tumorais após a suplementação com vitaminas C e K”.  

 DOENÇA DE ALZHEIMER:

A vitamina K foi identificada há cerca de 40 anos como essencial para a síntese de esfingolípidos, que estão presentes em altas concentrações nas membranas celulares do cérebro e são agora conhecidas por possuírem importantes funções de sinalização celular. As proteínas dependentes da vitamina K são agora conhecidas por desempenharem papéis fundamentais nos sistemas nervosos central e periférico. Notavelmente, foi demonstrado que a proteína ‘Gas6’ está ativamente envolvida no crescimento de células de sobrevivência celular.Como a vitamina K ajuda a regular a bioquímica do cérebro, os cientistas estão examinando se uma deficiência de vitamina K pode ser um fator que contribui para o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Um estudo recente descobriu que pacientes com doença de Alzheimer em estágio inicial consumiam menos vitamina K do que indivíduos com cognição intacta. 

Onde posso obter vitamina K?

Apenas como um lembrete, a vitamina K existe em duas formas naturais ‘vitamina K1’ e ‘vitamina K2’. A vitamina K1 (filoquinona, fitonadiona) é encontrada em legumes frescos, como brócolis, alface, repolho, couve, brócolis, quiabo, aspargos, ameixas, abacate e outros vegetais de folhas verdes. A vitamina K2 (menaquinona) é encontrada na carne, no leite fresco  e no natto – um produto japonês da soja. A vitamina K3 (menadiona) é um composto sintético que pode ser convertido em K2 no trato intestinal.
Pode-se ainda levar uns dez anos antes que o estabelecimento médico alcance às propriedades notáveis deste nutriente de baixo custo.
Obviamente, você não vai ouvir muito do seu médico convencionalmente treinado sobre como tratar ou prevenir o câncer nutricionalmente. Mas, o fato é que a maioria das pessoas que não obtêm suficiente vitamina K em sua dieta tornam-se mais rapidamente vítimas desta doença. Trata-se de um dos nutrientes mais importantes para consumir quando se quer promover a saúde ideal.

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Referências:

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Akiyama N, Miyazawa K, Kanda Y, et al. Multicenter phase II trial of vitamin K(2) monotherapy and vitamin K(2) plus 1alpha-hydroxyvitamin D(3) combination therapy for low-risk myelodysplastic syndromes. Leuk Res. 2010 Sep;34(9):1151-7.

McCann JC, Ames BN. Vitamin K, an example of triage theory: is micronutrient inadequacy linked to diseases of aging? Am J Clin Nutr. 2009 Oct;90(4):889-907.

Mizuta T, Ozaki I. Clinical application of vitamin K for hepatocellular carcinoma. Clin Calcium. 2007 Nov;17(11):1693-9.

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